Crise econômica se combate com criatividade.

Dia 09 de agosto de 1998. Vinte anos se passaram, e estamos aqui diante de mais uma crise econômica. É uma pena que um pais tão rico como o Brasil tenha que viver constantemente em crise. Uma nação que não tem gestão. E nós temos que aprender a conviver com isto… mas vamos lá…

Essa vitrine foi uma ideia minha e do Marcão, nosso grande amigo já falecido. Nessa época a tatuagem estava começando a engatinhar, seus adeptos eram marginalizados. Os estúdios ficavam sempre em salas fechadas, escondidas. A nossa ideia foi trazer a tatuagem pra rua, para que as pessoas pudessem ver como funciona. Uma forma de co-working, que hoje é tão praticada. Foi uma proposta inovadora e que quebrava paradigmas. A Black Boots sempre teve uma proposta descolada, independente, e provocadora. Assim como cantava Lou Reed: “ Take a walk on the wild side “ … a Black Boots sempre percorreu caminhos selvagens.

Várias pessoas foram tatuadas naquela vitrine, ai na foto aparece o Marcão tatuando nosso grande amigo Gustavo… nosso sócio honorário da Black Boots. Mas teve uma menina que foi muito doida… ela começou a beber whisky para não sentir dor… e num determinado momento ela tirou por completo a blusa.. e ficou de topless… a rua parou.

Quanto a crise…

E ela está ai, batendo à nossa porta, ou melhor, batendo na nossa porta… desde 2015. Que insistência!!! E ai? Estamos melhores ou piores? Acho que melhores, pois evoluímos em diversas coisas, e as coisas ruins estão aparecendo, assim fica mais fácil de combate-las. Embora eu veja um bando que ainda acredita em Papai Noel… mas o que fazer? Cada um acredita naquilo que precisa.

Eu tenho que trabalhar e ser criativo. Vou ter que colocar algo inovador na minha vitrine… ainda não sei exatamente o que. Quem sabe algo em homenagem a menina que hasteou a bandeira do feminismo e tirou a blusa na vitrine da Black Boots em pleno 1998.

O que vc acha??

Na verdade a ideia para superar a crise continua sendo a mesma. Criatividade. E ela funciona com as parcerias com os meus vizinhos, trazendo meus clientes para uma experiência mais abrangente, e que todos que estão ao redor da Black Boots fazem parte… desde tomar um bom café na Yes Nós Temos Café, como uma boa cerveja na Craft Station, comprar um belo tênis ou camiseta na Nephew… um bom livro… ou até um Doril na farmácia mais próxima!!!

Continuamos na nossa busca…. colocando qualidade em tudo, nas relações com nossos clientes, nos produtos… enfim… a vida continua, não adianta ficar mudando o tempo todo, podemos nos adaptar… mas a essência continua a mesma. Crises vem e vão… nossas marcas merecem ficar.

Valeu!!! Guilherme.

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Escrito por
Guilherme Horta
Guilherme Horta. Sócio-diretor da Black Boots Brasil. Dediquei os últimos 25 anos criando, comprando e revendendo botas masculinas. Consegui transformar uma pequena loja de 25m2 em uma marca reconhecida nacionalmente, a Black Boots. Minha bebida preferida é uma boa cerveja IPA. Gosto de jazz, musica eletrônica e bossa-nova. Nasci em 1961, e passo maior parte dos meus dias no Sul de Minas, pintando o "sete". Sou um obsessivo colecionador de antiguidades e objetos vintage. No final da tarde tomo chá de louro, e pelas manhãs uma ducha gelada pra acordar. Me divirto com a vida, quanto mais simples melhor.